Otorrinolaringologista faz o que

Quais as áreas de tratamento que esse especialista atende?

Otorrinolaringologia é o ramo da medicina que cuida do ouvido (Oto), nariz (rino) e laringe (laringo). Em outras palavras é o especialista no tratamento clínico e cirúrgico de tudo o que faz parte da cabeça e pescoço, com exceção dos olhos e cérebro, que são especialidades do oftalmologista e neurologista respectivamente. A otorrinolaringologia abarca todos os problemas que atingem o nariz e respiração, ouvido e audição, garganta e voz. É um ramo da medicina que se desenvolveu muito nos últimos 30 anos, tanto que já existem sub especialidade dentro dele, fazendo uma ponte com a neurologia, neurocirurgia, pneumologia, traumatologia e cirurgia plástica.

Quais são os problemas tratados pelo médico Otorrinolaringologista?

Ouvido

O barotrauma é a lesão causada pela diferença de pressão interna e externa do ouvido. Possuímos alguns espaços dentro do ouvido, preenchidos por ar e existe uma troca com o meio ambiente, por meio de um canal chamado tuba auditiva (trompa de Eustáquio). Quando essa passagem está entupida ou quando o nosso corpo não consegue equalizar essa diferença de pressão interna e externa, por algum motivo, surgem incômodos.

A sensação de ouvido tapado na descida ou na subida de uma serra, durante a decolagem ou aterrissagem de avião ou mesmo ao mergulhar em grandes profundidades é comum e sentida por todas as pessoas nessas situações. No entanto, bastam alguns minutos para que o equilíbrio volte ao normal e cessem esses sintomas.

No caso de um barotrauma a sensação permanece por mais tempo e é acompanhada por sintomas como zumbido, dor de ouvido, vertigem, surdez ou sons abafados. Esse tipo de lesão não é tão corriqueiro e acontece em casos mais drásticos, como subidas ou descidas muito rápidas, ou quando há alguma inflamação prévia da mucosa nasal.

A lesão pode causar perfuração de tímpano e, no caso de mergulho, pode acarretar um quadro de pânico, e deve ser evitado.

“O melhor é evitar essa diferença de pressão, prevenindo os sintomas e possíveis lesões”, explica a dra. Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório em São Paulo, no Itaim Bibi. “Quando vivenciar algumas dessas situações, tente bocejar, engolir saliva, tomar líquido ou assoar o nariz.”  A manobra de Valsalva pode ser realizada, sem forçar demasiadamente. É feita através da tentativa de desentupir os ouvidos, soprando ar contra os lábios fechados, com o nariz pinçado. Mergulhadores também costumam praticar a manobra de Frenzel, provocando o aumento da pressão faríngea sem aumento da pressão torácica. Mas esse processo requer certa prática e nem todos conseguem o efeito desejado.

Não desaparecendo os sintomas ou se causarem incômodo excessivo, deve-se procurar um otorrino para diagnóstico preciso e indicação de tratamento, que pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

O envelhecimento afeta todos os órgãos e sistemas do indivíduo, inclusive a audição. Existem diversos fatores que podem acentuar ou retardar a perda auditiva, os quais devem ser avaliados individualmente.

A presbiacusia ocorre pela diminuição da capacidade de as células se “renovarem”, e também por conta do acúmulo de substâncias consideradas tóxicas, como as do tabagismo.

A presença de doenças crônicas, como a diabetes, a hipertensão arterial (“pressão alta”) e distúrbios da tireoide podem acelerar o curso da doença. Existem outras condições que também podem cursar com a perda auditiva, e que devem ser investigadas:

  •        Sífilis;
  •        Perda auditiva induzida por ruído;
  •        Efeitos adversos de medicamentos;
  •        Doença de Paget;
  •        Otosclerose coclear.

As alterações são percebidas ao longo do tempo, através da dificuldade de ouvir vozes agudas, necessidade de aumentar o volume da TV, dentre outras. É comum que pessoas próximas queixem-se da surdez, e muitas vezes quem busca auxílio é algum familiar.

A forma de detectar o grau da perda auditiva é através da audiometria, um exame que será solicitado pelo otorrinolaringologista quando for necessário. Embora o problema não possa ser revertido, existem diversas formas de melhorar a qualidade de vida do paciente, como o auxílio de fonoaudiólogos e psicólogos.

Existem aparelhos auditivos que podem ser empregados em alguns casos, e para discutir esta possibilidade, consulte seu otorrinolaringologista de confiança.

A inflamação de ouvido é chamada de otite e pode atingir diferentes porções do ouvido. A cavidade auricular é dividida em três compartimentos: orelha externa, orelha média e orelha interna.

Otite média

A otite média aguda é uma inflamação do revestimento da parede do ouvido médio, que pode ter origem bacteriana ou viral.

Alguns dos sintomas da otite média aguda são: dor de ouvido, sensação de ouvido tampado, febre, secreção pelo ouvido (otorreia), tontura, zumbido no ouvido, diarreia e vômito, entre outros.

Otite externa

Trata-se de uma inflamação cutânea do ouvido externo. A otite externa pode envolver um ou mais folículos sebáceos.

A otite externa provoca incômodos como dor intensa e surdez, podendo causar o aumento de alguns  gânglios.

Para o correto diagnóstico das otites média e externa, a otoscopia (exame do ouvido através do otoscópio – aparelho adequado para examinar o ouvido externo e médio) deve ser realizada por um profissional habilitado para isso, o médico otorrinolaringologista. Durante a otoscopia podem ser observados sintomas como vermelhidão, abaulamento e/ou opacidade na membrana do tímpano, que divide a orelha externa da orelha média.

O tratamento pode ser feito com o uso de analgésicos (remédios que melhora o quadro de dor), antitérmicos (para controle da febre) e pode ser necessário o uso de antibióticos, caso haja um quadro de infecção.

Habitualmente os sintomas começam a melhorar a partir de 48 até 72 horas após o início do tratamento. Entretanto, no decorrer desse período o paciente ainda pode apresentar dor e febre.

“Se o paciente perceber que, mesmo após ter iniciado o tratamento, os sintomas não desaparecem, é preciso retornar com o especialista”, salienta a Dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi. Ao final do tratamento, que precisa ser feito corretamente e sem interrupções, é necessário o retorno do paciente ao otorrino, para alta definitiva.

Labirintite e distúrbios do equilíbrio, como tontura ou vertigem, afetam grande parte da população e podem ter as mais diversas causas e sintomas.

O diagnóstico preciso só pode ser realizado por otorrinolaringologista e nem sempre se encontram as causas do desconforto de imediato. Um longo exame clínico, com todo o histórico e sintomatologia do paciente é extremamente necessário, não afastando a necessidade de outros exames, inclusive de análises clínicas.

A labirintite e distúrbios do equilíbrio podem se apresentar de diversas formas, com falsa sensação de que o ambiente está girando ou sensação de que a própria pessoa está oscilando, prejudicando o equilíbrio corporal. Pode causar sensações de flutuação, afundamento, oscilação do corpo, enjoo, queda, turvação, embaralhamento visual e perda auditiva.

As sensações podem vir acompanhadas de vômitos, dores de cabeça e movimentos oculares involuntários.

Se os sintomas são diversos, variadas também são as causas. A princípio, pacientes idosos estão mais propensos a labirintite e distúrbios do equilíbrio. A ingestão continuada de alguns medicamentos pode causar os sintomas, além de determinados medicamentos chamados ototóxicos, que prejudicam alguns componentes do ouvido.

O tipo de alimentação e alterações no metabolismo de carboidratos podem causar tontura ou vertigem, assim como disfunções hormonais, diabetes e hiper ou hipotireoidismo. Estresse é um forte indicativo nesses quadros. Lesões do labirinto costumam apresentar mais de um dos sintomas descritos. Tumores ou problemas neurológicos igualmente podem ser a causa de distúrbios do equilíbrio e devem ser investigados.

Labirintite e distúrbios do equilíbrio possuem inúmeras causas e sintomas”, afirma a dra. Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório em São Paulo, no Itaim Bibi, “dessa forma, diversos são também os tratamentos. Por isso a importância de procurar um otorrino que possa confirmar o diagnóstico, para indicação do melhor tratamento. É preciso entender que tontura não é uma doença, mas um sintoma.”

A solução para a maioria dos casos inclui tratamento medicamentoso e/ou mudança de hábitos, mas outros tipos de tratamento podem ser indicados, dependendo do caso.

O tímpano é fundamental para a nossa audição. Trata-se de uma membrana muito fina e, por isso mesmo, não são raros os casos de perfuração dos tímpanos.

Um objeto pontiagudo como hastes flexíveis revestidas de algodão, grampos, palitos e outros podem facilmente causar a perfuração dos tímpanos. No entanto, outras situações sem ação direta podem causar o mesmo dano como traumas, explosões ou sons muito altos,  jato de água e pressão forte contra a membrana, que pode acontecer por alteração na pressão atmosférica (durante um vôo ou mergulho) ou ser causada por um tapa ou beijo no ouvido.

Outra forma bastante comum de perfuração dos tímpanos é a OMC – otite média crônica, uma inflamação crônica, constante, da orelha média. Apresenta corrimento de cor amarelo-esverdeada e odor fétido.

Os sintomas imediatos da perfuração são dor e diminuição da audição. Podem também surgir coceira, sangramento ou secreção local, zumbido e tontura ou vertigem. Somente o otorrinolaringologista pode diagnosticar a perfuração de tímpanos, por meio de exame clínico e exames específicos como audiometria e tomografia, entre outros.

Em alguns casos a cura é espontânea e a perfuração pode fechar em algumas semanas. Quando a perfuração é provocada por inflamação, o tratamento é medicamentoso, à base de antibióticos. Em casos com danos mais severos, há necessidade de intervenção cirúrgica, que pode ser a timpanoplastia ou a  timpanomastoidectomia. O objetivo primeiro é cessar a infecção, tendo como segundo objetivo a recuperação funcional, com reconstrução do tímpano.

Na maioria dos casos o paciente não perde a audição e a perfuração não deixa qualquer sequela. Em todos os casos a recomendação principal é evitar a entrada de água ou qualquer outro líquido no ouvido, para evitar a piora do quadro.

Cerume ou cerúmen é o nome que se dá ao que popularmente é chamado de cera de ouvido.

Algumas pessoas produzem uma quantidade maior de cera, chegando a causar um tampão no ouvido, que provoca sintomas incômodos como sons abafados, surdez e, em alguns casos, dor e vertigens.

Ainda não se sabe ao certo a causa de produção maior de cerume em determinados pacientes. Estudos apontam o consumo exagerado de gorduras na alimentação, mas crises de estresse também podem causar o incômodo.

Estreitamento do canal auditivo e idade avançada do paciente também podem ocasionar o incômodo.

Geralmente os pacientes que apresentam a ocorrência de tampão uma ou duas vezes, possivelmente terão o mesmo problema dentro de determinado prazo, que varia de pessoa para pessoa.

É importante ressaltar que o cerume é extremamente importante e não deve jamais ser removido com objetos pontiagudos ou mesmo com hastes flexíveis revestidas de algodão. No caso das hastes, elas devem ser utilizadas apenas para limpeza externa.

A função do cerume é proteger o canal auditivo de danos externos, que podem ser causados por traumas, líquidos, ressecamento, bactérias ou corpos estranhos. Portanto, ele não pode ser totalmente removido.

Somente um médico especializado, o otorrinolaringologista, tem condições para identificar o quadro e, consequentemente, definir o procedimento a ser utilizado. Conforme o caso o tampão pode se apresentar escuro e endurecido ou mais mole e amarelado, com ou sem perfuração timpânica.

A remoção pode ser mecânica, com instrumentos ou por lavagem com água. Em algumas situações, é necessário utilizar um medicamento para amolecer o tampão para que possa ser retirado.

“É importantíssimo que essa remoção nunca seja realizada pelo paciente ou outra pessoa não gabaritada,” ressalta a dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi, “somente um médico otorrino fará a remoção com segurança.”

Uma manobra equivocada, com utilização de equipamentos errados ou má utilização desses, pode aprofundar o tampão no canal ou até mesmo perfurar o tímpano.

Mais frequente do que se possa imaginar, a ocorrência de corpo estranho na orelha é uma das principais causas de consultas a otorrinos e acontece principalmente em crianças, na faixa etária de 1 a 4 anos, mas com incidência significativa até os 15 anos de idade. Pode acontecer também em adultos com distúrbios comportamentais.

O mais comum é a introdução do corpo estranho na orelha, como pequenas peças, pedrinhas e até sementes ou grãos, mas também pode ser um acontecimento involuntário, como nos casos em que insetos penetram o conduto auditivo.

“Qualquer que seja o caso, o paciente não deve tentar tirar o objeto ou inseto da orelha, em nenhuma hipótese, pois isso pode causar lesões no ouvido ou mesmo maior aprofundamento do corpo estranho”, alerta a Dra. Maria Dantas Godoy, otorrinolaringologista, especialidade que trata ouvido, nariz e garganta.

Os sintomas podem variar conforme o corpo estranho na orelha, seu tamanho e onde estiver alojado, podendo ocasionar apenas um incômodo ou até dor intensa. Em alguns casos, geralmente quando o corpo estranho está na orelha há mais tempo, pode haver secreção e/ou infecção na orelha, com presença de sangue ou pus.

O paciente deve procurar o auxílio imediato de um otorrino, que realizará a correta avaliação do caso e fará a remoção do corpo estranho. Na presença de inseto vivo, o médico primeiramente fará a imobilização e, posteriormente, a remoção.

Conforme o caso, pode haver a necessidade de internação hospitalar do paciente, para sedação ou anestesia geral. Isso ocorre em crianças pequenas, que estejam mais agitadas, e no caso de inflamação com dor intensa na manipulação.
A remoção do corpo estranho por profissional otorrinolaringologista habilitado reduz a porcentagem de evolução do quadro para complicações ou doenças mais graves.

Ouvir é de extrema importância para perceber o mundo e comunicar-se com os que estão ao seu redor.

Qualquer situação que perturbe a capacidade auditiva exige uma investigação médica, com o objetivo de identificar possíveis fatores etiológicos (isto é, causadores), sintomas e assim estabelecer a melhor forma de tratamento.

A perda auditiva pode ocorrer de 3 formas:

  •        Neurossensorial: quando a transformação da onda sonora em “mensagem” é prejudicada, devido a dano em vias neurológicas, na cóclea ou mesmo no cérebro.
  •        Condutiva: se deve a alguma alteração na estrutura da orelha externa, tímpano ou cadeia óssea, que impede a chegada da onda sonora.
  •        Mista: estão presentes os dois tipos comentados anteriormente, concomitantemente.

Geralmente, existem fatores desencadeantes para tal condição e estes devem ser expostos na consulta com o otorrinolaringologista. Dentre eles, podemos destacar:

  • Meio de trabalho: se houve exposição excessiva a ruídos ao longo da vida, pode haver a PAIR – perda auditiva induzida por ruído;
  • Idade: caracteriza uma condição de perda auditiva chamada de presbiacusia;
  • Doenças ósseas: chamada de osteoclerose, também pode ser a causadora do quadro clínico;
  • Infecções: algumas infecções otológicas podem cursar com perda auditiva associada;
  • Tumores: a presença de massas tumorais, principalmente em regiões cerebrais envolvidas na audição, também pode ser um fator desencadeante.

Dentre diversos outros.

Alguns sintomas devem servir de alerta, e o que geralmente leva o paciente a buscar o médico é:

  •        Própria percepção da perda auditiva;
  •        Zumbidos;
  •        Desequilíbrio;
  •        Dores de cabeça;
  •        Queixa de familiares e pessoas próximas sobre a surdez;
  •        Dificuldades para ouvir o rádio ou a TV;
  •        Perda súbita da audição (característica de determinadas doenças).

O tratamento sempre é discutido em conjunto com o otorrinolaringologista, e pode envolver desde mudanças de hábitos de vida, uso de próteses auditivas, cirurgias ou até mesmo implantes cocleares.

A surdez súbita é aquela que afeta a audição de forma repentina ou com rápida evolução, podendo ser uni ou bilateral, habitualmente instalando-se em até três dias.

A incidência na população ocorre na proporção de 1 caso para cada 10 mil habitantes. Homens e mulheres são igualmente afetados, com maior ocorrência na faixa etária dos 40 aos 60 anos de idade.

Além de trauma craniano, algumas doenças podem causar a surdez súbita, como aquelas provocadas por vírus ou por bactérias, nos casos de caxumba, sarampo, catapora, rubéola, citomegalovírus ou meningite.

Doenças autoimunes, sistêmicas, também podem levar a esse quadro, além de esclerose múltipla, reações alérgicas, ocorrência de trombose, hemorragia, espasmos e tumores, entre outras causas.

Entretanto, em cerca de 90% dos casos, a causa permanece indeterminada, apesar da investigação médica adequada, denominada de causa idiopática.

Além da perda de audição, 70% dos pacientes relatam zumbidos e 30% deles vertigem ou algum tipo de tontura. Habitualmente não são observadas alterações no exame físico.

Assim que notada a perda de audição, a primeira recomendação é buscar um otorrinolaringologista com a máxima urgência. A recuperação espontânea da audição restringe-se a 25% do total de pacientes com quadro de surdez súbita e o diagnóstico e início imediato do tratamento podem fazer toda a diferença.

Casos com início precoce de tratamento da surdez súbita (até 10 dias) indicam maior prevalência de reversão do quadro, bem como nas perdas auditivas leves, unilaterais, em pacientes jovens e que iniciaram a recuperação em até 2 semanas.

“Geralmente, após o exame clínico, é realizada uma audiometria no paciente”, explica a Dra. Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi em São Paulo, “e o tratamento baseia-se na administração de medicações adequadas para cada caso, a depender do início dos sintomas, com acompanhamento audiométrico”.

Qualquer pessoa com exposição duradoura a ruídos intensos pode sofrer lesões da cóclea e, quando a intensidade é superior a 85 dB é séria candidata a sofrer um trauma acústico com possível perda auditiva.

A cóclea é um órgão em forma de caracol, do tamanho de uma ervilha e fica localizado no ouvido interno. Quando o som entra em nosso ouvido ele é conduzido do ouvido externo, passando pelo médio e chegando ao interno, onde é transformado em estímulos elétricos para que o cérebro interprete a mensagem recebida.

As mais de 15.000 células ciliares situadas na cóclea são como pelinhos, que captam as vibrações sonoras de diferentes níveis, medidos em Hz. A exposição prolongada a estímulos muito intensos causa danos a essas células, provocando trauma acústico, que pode levar à perda auditiva.

Por isso, a exposição a ruídos induzidos superiores à faixa de 85 dB a 110 dB pode causar trauma acústico, com perda auditiva temporária ou definitiva. As lesões são proporcionais à intensidade do som e são cumulativas, chegando a danos irreversíveis quando há exposição prolongada.

Quando a intensidade dos estímulos for superior a 120 dB, a lesão pode ser repentina e abrupta. Apresentando a intensidade sonora em números, pode parecer que na rotina diária nunca estaremos expostos a agressões acústicas, o que é um grave engano. Um simples toque de telefone já pode atingir 85 dB, o ruído provocado pelo secador de cabelo chega a incríveis 90 dB. Que tal a bateria de uma escola de samba? 100 dB. O que ainda é inferior ao latido de um cão, que pode alcançar os 15 dB. Os níveis mais nocivos, obviamente, estão reservados para situações específicas, como exposição ao som de uma turbina de avião (120 dB), a um show de rock (130 dB) ou ao estrondo da explosão de um rojão (135 dB).

Em todos os níveis, o trauma acústico apresenta como sintoma primário o zumbido. O diagnóstico deve ser realizado por otorrinolaringologista e o tratamento pode depender do grau das lesões, certamente incluindo repouso acústico, acompanhamento audiométrico e terapia medicamentosa.

Dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde – OMS apontam para uma confirmação impressionante: de 10 a 15% da população brasileira sofre com zumbido no ouvido.

As causas são inúmeras e o que se sabe é que pacientes que compõem o grupo com idade superior a 55 anos têm maior incidência do incômodo, podendo chegar a atingir 1/5 desse universo de pessoas.

O zumbido no ouvido tem diferentes causas e apresenta também diferentes níveis, o que pode levar a quadros de ansiedade, estresse e depressão, ou seja, sua incidência pode se tornar incapacitante. Algumas vezes o reflexo desse sintoma é tão forte no paciente, que compromete até mesmo o sono reparador.

Grande parte dos pacientes que procuram consultórios de otorrinolaringologia fazem parte do grupo que padece com os sintomas de zumbido no ouvido. Para definição do diagnóstico, além do exame clínico, o otorrino pode solicitar uma gama de exames, dentre eles hemograma, curva glicêmica, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, combinados ou não.<br><br>

A dificuldade se resume à individualidade do quadro. É preciso analisar o caso para cada paciente, realizando anamnese extensa, que inclui tempo dos sintomas, grau do incômodo, hábitos do paciente e até mesmo seu quadro emocional. O aparelho auditivo está intimamente ligado ao sistema nervoso, o som se transforma em estímulo elétrico no ouvido para que os neurônios possam interpretar a mensagem sonora.

Assim como o leque de possibilidades que desencadeiam o zumbido no ouvido, também as condutas do médico otorrino podem variar bastante. A simples correção de hábitos alimentares, com opção por dieta saudável, respeitando intervalos regulares de três horas já pode fazer diferença nos sintomas.

Tabagismo e consumo frequente e elevado de bebidas alcoólicas também podem potencializar o zumbido, assim como o acúmulo de cerúmen e deficiência auditiva. Alguns casos apresentam disfunções estruturais, principalmente nos pacientes que apresentam zumbidos pulsáteis, o que pode sugerir a presença de tumores ou malformações.

“A conduta a ser adotada pelo otorrino vai depender de diversos fatores”, afirma a Dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi, “por isso a necessidade da avaliação médica”. Tratamentos medicamentosos se apresentam como possibilidade para alguns pacientes, assim como a necessidade de intervenção cirúrgica. Há ainda a TRT – Terapia de Retraimento do Zumbido ou Tinnitus Retraining Therapy, uma conduta mais complexa, que não é utilizada em larga escala pelos médicos. Basicamente, consiste na introdução de outro estímulo sonoro, condicionando as células do cérebro a não perceberem a presença do zumbido.

A PAIR – Perda Auditiva Induzida por Ruído é determinada pela lesão coclear induzida por exposição prolongada a ruídos acima de 85 dB.

A cóclea  é uma estrutura do ouvido com células ciliares externas e internas. A exposição prolongada a ruídos causa quebra das células ciliares externas e depois das internas. Esses cílios desempenham o papel de conduzir o estímulo sonoro até o cérebro. Com a quebra das células, causadas pelo impacto cumulativo da exposição a ruídos, cessa a transmissão dos estímulos sonoros e fica estabelecida a Perda Auditiva Induzida por Ruído – PAIR.

Para que se tenha uma noção do dano que um ruído súbito ou mesmo a exposição diária a ambientes ruidosos pode causar, exposições acima de 120 dB causam lesões abruptas no sistema auditivo.

Já de 85 dB a 110 dB, acontece a perda temporária ou permanente da audição, já que as lesões auditivas são irreversíveis e têm efeito cumulativo.

Para evitar a PAIR – Perda Auditiva Induzida por Ruídos, os limites diários máximos aceitáveis são representados por:

  • 85 dB – máximo 8 horas por dia
  • 90 dB – máximo 4 horas por dia
  • 100 dB – máximo 1 hora por dia

O dano causado pela PAIR é geralmente bilateral e simétrico. “Apenas um otorrino tem condições de fechar um diagnóstico correto”, salienta a Dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi. “Para um diagnóstico conclusivo deve ser feita anamnese, exame físico e audiométrico.”

O zumbido costuma ser o sintoma inicial, mas pode acontecer de não haver qualquer sintoma. Daí a necessidade de exames audiométricos periódicos em trabalhadores que atuem em ambientes ruidosos.

A PAIR atinge de tal forma a população, que a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia instituiu um Comitê Nacional de Ruído e Conservação Auditiva para determinar alguns procedimentos para o diagnóstico da doença. O diagnóstico de PAIR pode causar impacto direto na atividade profissional do trabalhador, que passa a ser classificado como de alto ou baixo risco para contratação por determinadas empresas.

Nariz

Corpo estranho é qualquer coisa que consiga ficar presa e obstruir a cavidade nasal e/ou os seios paranasais. São frequentemente encontrados em crianças, e podem apresentar dificuldade de identificação pelos pais e cuidadores.

Os materiais mais comumente encontrados são: borracha, sabão, espuma, botão, semente, pedaços de brinquedos, entre outros.

Deve-se suspeitar da presença de corpo estranho no nariz nos casos de rinorreia (secreção nasal) unilateral, que pode ter um cheiro forte e ser purulenta. o paciente pode queixar-se também de obstrução nasal, a depender do tamanho e localização do corpo estranho no nariz.

O diagnóstico é feito por meio de anamnese (entrevista clínica com paciente e responsáveis) e exame físico. No exame da cavidade nasal pode ser observado o corpo estranho e/ou secreção nasal abundante.

Em alguns casos é necessária uma radiografia ou nasofibroscopia (colocação de fibra óptica para exame do nariz) para identificação do corpo estranho nasal.

É muito importante que a remoção do corpo estranho seja realizada num ambiente apropriado, com profissionais treinados e com instrumentos adequados. Esses cuidados devem ser tomados a fim de evitar a aspiração do objeto e engasgos.

Para um procedimento mais seguro, o ideal é que o médico conte com a colaboração do paciente, mas isso pode ser difícil nos casos de crianças pequenas. Em algumas situações será necessária anestesia geral ou sedação para um procedimento mais seguro.  

Epistaxe é o sangramento causado por lesão na mucosa das fossas nasais. Na grande maioria dos casos, esse sangramento vem da porção mais anterior do nariz.

As principais causas da epistaxe são:

  • Nasais: trauma (acidentais ou após manipulações), rinite, rinossinusite, presença de corpos estranhos no nariz;
  • Sistêmicas:  hipertensão, anemia, leucemia, coagulopatias, uso de medicações de alterem a coagulação (AAS, por exemplo), doença de Rendu-Osler-Weber (telangiectasia hemorrágica hereditária, uma doença genética e hereditária);
  • Tumores: nasoangiofibroma, entre outros.

O diagnóstico da epistaxe é feito através da anamnese (entrevista clínica com paciente e acompanhantes) e exame físico. Em alguns casos, pode ser necessária a realização da nasofibroscopia, um exame realizado através da colocação de uma fibra óptica na cavidade nasal para identificação do local do sangramento.

A primeira conduta a ser realizada em casos de epistaxe é apertar o nariz por 2 a 5 minutos, com os dedos polegar e indicador, semelhante a uma pinça. A cabeça pode permanecer numa posição neutra ou inclinada para baixo, a fim de evitar engolir sangue e gerar mal estar.  Pode-se fazer compressas frias em face, no dorso do nariz e testa. Se após realizar esses procedimentos o sangramento ainda permanecer é preciso procurar um serviço médico de urgência.

Para evitar sangramentos nasais, alguns procedimentos podem ser realizados, tais como:

  • Evitar banhos e comidas muito quentes;
  • Não fazer exercícios quando estiver muito calor, em ambientes muito quentes;
  • Fazer compressas frias em face diversas vezes no decorrer do dia;
  • Evitar manipulação das fossas nasais e dos coágulos que se formam no local do sangramento;
  • Evitar locais quentes e secos, pois facilitam o surgimento de novos sangramentos nasais;
  • Tornar um hábito a lavagem nasal com soro fisiológico como parte da rotina de higiene diária;
  • Manter-se sempre bem hidratado, ingerindo 2L de água por dia.

Caso os episódios de epistaxe se mantenham, ou sejam muito frequentes e/ou abundantes, o seu otorrinolaringologista de confiança deverá ser consultado.

O septo é composto por osso e por cartilagem e divide a cavidade nasal ao meio, sendo cada lado chamado de fossa nasal. Quando esse septo não está devidamente centralizado, fazendo com que o fluxo respiratório seja maior de um lado do que de outro, chamamos de desvio de septo nasal.

Segundo a Academia Brasileira de Rinologia, a doença acomete grande parte da população e atinge cerca de 38 milhões de pessoas no Brasil. Parte desse grupo convive com o problema, sem sentir qualquer sintoma, outros sentem algumas alterações apenas durante um período.

Os incômodos causados pelo desvio de septo são variados, podendo a mesma pessoa apresentar mais de um sintoma, como sangramento nasal unilateral, dificuldade de respiração, apneia, sinusite, dores de cabeça (cefaleia rinogênica), sensação de cansaço físico e diminuição do olfato, entre outros.

Esses sintomas podem levar a consequências mais sérias como alteração do sono, que gera diversos problemas; rinossinusites, pela dificuldade de drenagem do muco e obstrução respiratória, entre outras implicações.

Fraturas traumáticas causadas por acidentes, por exemplo, ou mesmo utilização de fórceps no nascimento podem causar o desvio de septo. Mas o problema também pode ser genético ou provocado por algum tipo de tumor.

O diagnóstico deve ser realizado por um otorrinolaringologista, por meio de exame clínico, entrevista detalhada com o paciente e exames como endoscopia nasal (nasofibroscopia), e tomografia computadorizada.

“Somente a avaliação de um otorrino pode determinar o tipo de tratamento”, explica a dra. Maria Dantas Godoyotorrino com consultório em São Paulo, no Itaim Bibi, “que na maioria das vezes é cirúrgico. Para a correção definitiva, é necessária a realização da septoplastia. Em alguns casos, quando associado a um quadro alérgico importante, pode ser iniciado com um tratamento clínico com spray nasal e avaliação posterior da necessidade de cirurgia.”

A rinite acompanha alguns pacientes durante toda a sua vida. Caracteriza-se por processo inflamatório, que pode ou não ser infeccioso.

A maioria da população brasileira é acometida pelo tipo alérgico, principalmente na faixa etária dos 4 aos 18 anos de idade, grupo que representa 60% dos casos de rinite alérgica no Brasil.

A rinite deve ser diagnosticada pelo otorrino, pois apresenta diversos tipos, o que vai interferir no tipo de tratamento a ser aplicado no paciente. Os processos de fundo alérgico podem estar associados a quadros de asma, eczema e conjuntivite. Os pacientes costumam relatar a reincidência dos incômodos com certa sazonalidade, sendo comum a ocorrência nos meses de junho e julho na Região Sudeste do país.

Existem ainda outros tipos de rinite:

  • Eosinofílica, muitas vezes causada pela ingestão de AAS;
  • Medicamentosa, com quadro de congestão nasal e desencadeada pelo uso prolongado de descongestionantes nasais;
  • Idiopática, com vasodilatação, edema e grande produção de muco;
  • Hormonal, com influência do sistema endócrino, por isso pode ocorrer durante a gestação;
  • Infecciosa, ocasionada por vírus ou bactérias e pode estar acompanhada por outros tipos de rinite;
  • Do recém-nascido e lactente, com fluxo de secreção abundante e geralmente contraída durante o parto e
  • Irritante, frequentemente causada por agentes externos pertencentes ao ambiente.

Conforme o tipo, pode apresentar sintomas como coceira, edema nasal, obstrução nasal, farta produção de muco, fluxo de secreção, prurido e espirros. Segundo a Dra. Maria Godoy, otorrino, “a rinite pode causar prostração, cefaleia e dificuldade para o sono reparador, o que afasta o paciente de suas atividades.”

A conduta adotada pelo médico costuma ser medicamentosa, na maioria dos casos e, em casos extremos, onde não há melhora do quadro, pode ser necessário um procedimento cirúrgico.

Vale ressaltar que a conduta a ser adotada está diretamente ligada ao tipo de rinite apresentada, ou seja, é fundamental a avaliação do otorrino para indicação do tratamento adequado.

Os tumores nasais muitas vezes não têm um sintoma aparente, mas sim uma junção de fatores que levam até o diagnóstico. Os tumores nasais malignos são incomuns e fazem parte apenas de 3% dos casos, sendo mais frequentes em homens com mais de 35 anos.

As possíveis causas de tumores nasais são:

  • Alcatrão
  • Tabagismo
  • Exposição a poeira de madeira e/ou resinas.

E os sintomas são inúmeros. Apesar de comuns, você precisa estar atento a eles.

  • Congestão nasal que não melhora com o tempo.
  • Dor acima ou abaixo dos olhos.
  • Bloqueio de um dos lados do nariz.
  • Gotejamento nasal na parte posterior do nariz e da garganta.
  • Hemorragia nasal.
  • Secreção purulenta pelo nariz.
  • Diminuição do sentido do olfato.
  • Dormência ou dor em partes do rosto.

 

  • Desprendimento ou dormência dos dentes.
  • Crescimento de uma massa no rosto, no nariz ou na língua.
  • Olhos lacrimejantes.
  • Abaulamento de um olho.
  • Perda ou alteração da visão.
  • Dor ou pressão nas orelhas.
  • Dificuldade para abrir a boca.
  • Linfonodos do pescoço (ínguas) aumentados.

Vale salientar que ter um ou mais destes sintomas, não quer dizer que você tem um tumor nasal, pois são sintomas de inúmeras outras condições clínicas, mas sim, que precisa de atenção e de um médico que possa fazer o diagnóstico corretamente.

O diagnóstico de um otorrinolaringologista é o mais indicado para o correto tratamento.

As alterações do olfato são sentidas rapidamente, logo quando se manifestam.

A capacidade que temos em identificar odores, acaba diminuindo com a idade. Importante ressaltar que, podemos classificar a alteração do olfato de duas formas:

  • Hiposmia: diminui a habilidade de detectar o olfato.
  • Anosmia: perda na capacidade de detectar o olfato.

otorrinolaringologista Dra. Maria Dantas Godoy explica que a hiposmia pode ter diversas causas. “As principais são por meio de um problema condutivo, quando o odor não chega às mucosas olfativas ou traumática, quando um acidente compromete a área do cérebro que processa as informações sobre o odores”, afirma ela.

A anosmia pode ser temporária ou permanente, dependendo da causa. As viroses são as principais causadoras, pois existe uma atuação direta do vírus na área olfativa.

Além disso, a anosmia pode ter uma causa inocente, mas também pode ser um sintoma de uma doença grave.

Para que seja diagnosticado o especialista precisa avaliar se a alteração do olfato é uni ou bilateral, e descartar outros fatores como as doenças nasossisunais, uso de drogas ou doenças sistêmicas.

Além das causas pontuais que já citamos, o olfato pode sofrer perda por outras razões mais graves:

  • Alzheimer
  • Parkinson
  • Traumatismo
  • Presbiosmia

“Quando descoberta a causa, o tratamento é realizado para afastar a causa do problema, reestabelecendo o olfato do paciente”, afirma Dr. Maria Dantas Godoy, otorrinolaringologista, especialista em olfato.

Solicitado pelo otorrino, para identificar a alteração de olfato, o teste “raspar – cheirar” identifica as doenças. Outros também feitos são:

  • Citologia nasal;
  • Testes cutânes para alergia;
  • Teste de motilidade ciliar;
  • Rinomanometria;
  • Rinometria acústica.

Para identificar corretamente os sintomas e saber o melhor tratamento, consulte sempr

A síndrome da apneia-hipopneia (SAHOS) é uma dissonia (Distúrbio intrínseco do sono) caracterizada pela obstrução do fluxo de ar para os pulmões. A pessoa para de respirar por segundos diversas vezes durante a noite e, em alguns casos, o indivíduo não tem o conhecimento da doença em sua vida. Sonolência excessiva ao longo do dia, roncos, sono noturno insatisfatório e conturbado são as principais características do distúrbio.

A síndrome é uma doença multifatorial e crônica e estima-se uma prevalência em 4% dos homens e 2% nas mulheres entre 30 e 50 anos.

Obesidade, crescimento das amidalas, malformação da faringe ou das mandíbulas, tumores, etc: qualquer fenômeno que acarrete estreitamente ou oclusão da passagem de ar para as vias aéreas superiores pode ocasionar a apneia-hipopneia.

A diagnóstico a respeito da síndrome no paciente só pode ser feita através da polissonografia. Esse exame acompanha o paciente enquanto o mesmo dorme, podendo, dessa forma, observar seus batimentos cardíacos, movimentos, respiração e outros fatores durante o sono.

Um sono tranquilo e restaurador é um dos pilares de uma vida saudável. As consequências da síndrome apneia-hipopneia são maiores que uma noite mal dormida. A doença pode levar a hipertensão, AVC, impotência e até mesmo paradas cardíacas e óbito. Estudos apontam que a doença também está associada ao aumento de infartos do miocárdio, arritmias cardíacas e derrames cerebrais.

tratamento visa manter permeável o fluxo de ar para as vias aéreas durante o sono. Ele é realizado através do uso de uma máscara (CPAP) conectada a um aparelho que realiza pressão positiva de ar para as vias aéreas superiores. A pressão tem de ser ajustada individualmente após estudo polissonográfico.

Além disso, busca pela perda de peso (nos pacientes obesos) e não dormir de barriga para cima também são medidas recomendáveis. Intervenção cirúrgicas são realizadas para a remoção de obstáculos e reparo de desordem anatômica.

Responsável por 40% dos casos de fraturas maxilofaciais, o traumatismo nasal é bastante comum, pelo próprio formato saliente do nariz e por sua estrutura óssea delicada.

O exame clínico precisa ser cuidadoso e realizado por um otorrinolaringologista, para não piorar o quadro, no caso de uma fratura, como também para detectar situações de fratura, dificilmente detectadas na presença de edemas importantes.

As causas para um traumatismo nasal são as mais diversas. Em crianças os acidentes domésticos, brincadeiras e jogos com atividade física são os principais causadores. Já em adultos podem ser considerados desde acidentes automobilísticos como a prática de algumas modalidades esportivas, como artes marciais. Acidentes domésticos também podem ocasionar o trauma, principalmente em pacientes idosos. Embora em menor número, o trauma também pode ocorrer por acidente de trabalho ou por utilização de fórceps no parto.

A estrutura nasal e sua posição na face aumentam a possibilidade de traumas na região. Estudos comprovam que basta uma pressão de até 11kg para causar uma fratura no nariz, principalmente na porção cartilaginosa.

O traumatismo nasal costuma vir acompanhado de sangramento ou hemorragia em apenas uma ou nas duas narinas, edema e hematoma, que podem inclusive dificultar o diagnóstico de fratura.

A conduta médica difere conforme o caso. Pode ser necessário fazer uma simples lavagem nasal com soro fisiológico, drenagem de hematoma e até sutura, no caso de fraturas abertas, com exposição de cartilagem.

Uma fratura nasal pode também exigir a recolocação das estruturas nasais, no caso de fraturas com desvio, contenção com gesso ou placa de metal.

“O importante na ocorrência de um traumatismo nasal é buscar auxílio médico imediato, pois certas condutas devem ser colocadas em prática pelo otorrino nas primeiras horas após o trauma, para que que obtenham os resultados desejados”, explica a dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi, “pois após alguns dias, a consolidação dos ossos do nariz não permite determinadas manobras, como a redução nasal.”

A rinossinusite aguda é um processo inflamatório, que atinge a mucosa nasal e dos seios paranasais. O diagnóstico é clínico é reconhece a presença de dor nasal, facial, de arcada dentária ou mesmo cefaleia. Há também obstrução nasal, com corrimento excessivo de muco; diminuição ou perda do olfato e mau hálito.

Um exame de RX pode comprovar a quantidade de líquido nos seios paranasais ou obstrução de algum seio. Mas a conduta não é indicada por todos os otorrinos.

A rinossinusite aguda é reversível, por meio de lavagem nasal e tratamento medicamentoso com antibióticos. “A cirurgia somente é indicada quando não há resposta ao tratamento”, complementa a dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi.

Já a rinossinusite crônica apresenta quadro semelhante e é considerada um processo inflamatório bacteriano, que atinge a mucosa nasal e os seios paranasais, obstruindo os canais de drenagem.

O quadro costuma apresentar dois ou mais sintomas, podendo haver leve dor e peso na face, corrimento de muco, perda ou diminuição do olfato e obstrução nasal. Além do exame clínico, pode ser realizada tomografia dos seios paranasais ou endoscopia nasal, para melhor avaliação do quadro, entre outros.

Segundo a Dra. Maria Godoy, o paciente também pode apresentar dores de garganta, febre, mal-estar geral, indisposição, tosse e disfonia, que é o enfraquecimento da voz.

As causas da rinossinusite crônica são diversas, podendo surgir de rinossinusites agudas recorrentes, da presença de asma, alergias, fungos, vírus, bactérias, anomalias da estrutura nasal, fatores genéticos e até quadro gestacional.

Existe a possibilidade da rinossinusite crônica surgir acompanhada de pólipos, que podem causar obstrução nasal e diminuição ou perda do olfato.

A conduta indicada pelo otorrino é semelhante àquela indicada para a rinossinusite aguda. Da mesma forma, os pacientes que não apresentarem resposta positiva significativa ao tratamento, costumam ser encaminhados para cirurgia.

Os pólipos nasais são massas de tecidos que causam uma obstrução nasal, e assim, trazem diversos desconfortos para o paciente.

Geralmente, além da queixa de obstrução nasal, pode haver outros sintomas, como:

  •        Secreção nasal;
  •        Dificuldade em sentir cheiros;
  •        Alterações da voz;
  •        Dores no rosto;
  •        Dores de cabeça.

Acredita-se que não tenham uma causa bem definida, podendo inclusive, se dever a inflamação constante do tecido nasal – por conta da rinossinusite, por exemplo.

Com isso, o organismo, como uma tentativa de barrar as constantes inflamações do local, cria um mecanismo de “defesa”, ativando todas as células do sistema imune, que se proliferam e criam tais massas – os pólipos.

Além disso, a causa genética também vem sendo bastante defendida, pois, acredita-se que possa haver maior incidência de pólipos em pacientes que tenham casos em suas famílias.

Devido às diferentes etiologias, dividem-se os pólipos em 4 tipos:

  •        Pólipo edematoso eosinofílico.
  •        Pólipo inflamatório crônico.
  •        Pólipo com hiperplasia de glândulas mucosas.
  •        Pólipo com estroma atípico.

 

No próprio consultório, o especialista será capaz de identificar o quadro, e são pedidos exames de imagem para fechar o diagnóstico. A tomografia de face é um dos principais métodos utilizados. A nasofibroscopia (passagem de uma câmera pelo nariz) é outro instrumento muito utilizado no diagnóstico dos pólipos nasais.

Como comentado anteriormente, o tratamento irá variar de paciente para paciente, mas em geral, medicamentos para a inflamação podem ajudar a  resolver o quadro e, em outras situações, a cirurgia nasal é necessária.

Para maiores informações, consulte um otorrinolaringologista de sua confiança!

A adenoide é uma estrutura de tecido linfoide situadas na parede posterior da faringe – uma região situada na parte final do nariz.  Quando crianças, elas se apresentam pequenas, crescem principalmente entre os 2 até os 7 anos de idade, e depois tendem a reduzir de tamanho, enquanto o rosto tende a crescer. Dessa forma, proporcionalmente, a adenoide tende a diminuir ainda mais de tamanho.

A função da adenoide, basicamente, é de atuar contra possíveis infecções, visto que faz parte do nosso sistema de defesa. Mas, embora seu objetivo seja o de combate à infecções, ela pode acabar tornando-se um foco de infecção crônica. Outra patologia deste tecido é a hipertrofia (isto é, aumento de seu tamanho), que pode causar obstruções.

Como são estruturas maiores nas crianças, as alterações tendem a ser mais comuns na população pediátrica. Sintomas que podem sugerir alterações da adenoide são:

  • Roncos noturnos;
  • Alterações da voz e fonação;
  • Dificuldades para respirar;
  • Tendência a respirar mais pela boca que pelo nariz;
  • Dificuldades para sentir o gosto dos alimentos;
  • Dificuldades para dormir/sono agitado;
  • Perda de peso;
  • Infecções recorrentes;
  • Dentre outros.

Nestes casos, a alternativa mais sensata dos pais é a de buscar um otorrinolaringologista, que é o especialista responsável por estes casos.

Nos casos de hipertrofia, pode-se ter indicação cirúrgica, com o intuito de remover o tecido que está obstruindo a via aérea e impedindo a passagem de ar. Geralmente o procedimento é reservado para os casos mais severos e feito após os 2 anos de idade.

Garganta

Carcinoma espinocelular ou câncer de boca é uma neoplasia maligna, que afeta o epitélio e representa 95% dos casos de tumores malignos na cavidade bucal. A doença afeta mais os homens, cerca de 4% dos tumores, do que as mulheres, que apresentam apenas 2% dos casos.

Não existe faixa etária definida, mas na maioria dos casos o câncer de boca acomete pacientes com mais de 40 anos de idade.

Diversos fatores podem ocasionar a doença, como o tabagismo, consumo exagerado e frequente de bebidas alcoólicas, higiene bucal ou dentária inadequada, próteses e restaurações mal adaptadas, radiação solar (no caso de câncer nos lábios) e outros casos como existência de HPV, gengivite crônica ou problemas imunológicos. Logicamente a predisposição genética também é fator relevante.

Lábios, língua, assoalho da boca e gengivas são os locais com maior número de casos da anomalia. Como os tumores são indolores na etapa inicial da doença, nem sempre o paciente percebe e, quando nota alguma anormalidade, posterga a consulta ao otorrinolaringologista, o que pode ser altamente prejudicial. A evolução desse tipo de câncer pode apresentar hemorragia, dificuldade ou dor ao engolir e até amolecimento dos dentes.

O tratamento a ser realizado deve ser definido pelo próprio paciente, juntamente com o seu otorrino. A princípio a conduta é cirúrgica, podendo ou não haver um tratamento radioterápico ou quimioterápico. O estágio da doença, o tipo e a extensão das lesões irão definir o tipo de tratamento.

É essencial que o acompanhamento médico seja seguido à risca, com consultas mensais, até o 6º mês; bimestrais do 7º ao 12º mês; trimestrais entre o 1º e o 3º ano do tratamento e semestrais ao longo de toda a vida. Anualmente seu cirurgião solicitará exames específicos, como endoscopia, tomografia e outros, a critério médico.

A cirurgiã otorrinolaringologista Dra. Maria Dantas Godoy, alerta para a importância de o paciente “estar atento a qualquer anormalidade em sua cavidade bucal e, ao menor sinal, buscar opinião médica“  e frisa que, “quando detectado a tempo, o câncer de boca pode ser curado.”

O câncer de laringe, também chamado de carcinoma espinocelular, é uma neoplasia maligna, responsável por 95% dos tumores malignos de laringe. Além da predisposição genética, o tabagismo, o consumo excessivo e frequente de bebida alcoólica, o refluxo faringolaríngeo, o HPV e a exposição ambiental são fatores desencadeadores da doença.

Laringoscopia, endoscopia e palpação cervical podem determinar a presença de linfonodos, assim como a localização e a extensão dos tumores. Além disso, a tomografia computadorizada e exames histopatológicos podem trazer informações importantes à equipe médica.bO tratamento do câncer de laringe está diretamente ligado ao estágio da doença e, portanto, varia de paciente para paciente. As indicações de conduta são cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, combinadas ou não.

A cirurgia costuma ser indicada para os casos em que o câncer de laringe está em estágio inicial, mas também a radioterapia é uma opção. A escolha do tratamento dependerá da decisão do paciente, em conjunto com a equipe médica, após a avaliação do tipo, grau e estágio da doença. Em alguns casos, mais avançados, poderá haver a necessidade de laringectomia, ou seja, remoção total da laringe.

O paciente acometido pela doença pode apresentar diversos sintomas, dentre eles rouquidão, dificuldade ou dor para engolir, sensação de obstrução na garganta e dificuldade para respirar.

“O importante é proceder a consultas de rotina ao otorrinolaringologista para verificação de qualquer sintoma e detecção precoce do câncer de laringe”, alerta a Dra Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório para atendimento no bairro do Itaim Bibi.

“Além disso, estudo divulgado pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, aponta que a qualidade de vida das pessoas tem relação direta com a incidência de algumas doenças, dentre elas o câncer. Portanto, vale apostar numa alimentação saudável, eliminar o sedentarismo e hábitos como o tabagismo e o etilismo.” Hábitos saudáveis são, com certeza, o melhor caminho para uma vida mais feliz.

10 a 20% da população geral é frequentemente atingida por EAR – estomatite aftoide recidivante, mais popularmente conhecida como aftas. As aftas são extremamente incômodas e doloridas, caracterizam-se por lesões ulceradas que podem surgir individualmente ou em grupo e acometem pessoas de qualquer classe social ou faixa etária, sendo mais comum nos adultos jovens da população branca.

As causas são as mais diversas, podendo ser listadas como principais as infecções virais ou bacterianas, deficiência nutricional, alterações imunológicas, alterações hormonais, traumas, alergias a determinados alimentos, fatores genéticos e estresse. Nota-se que pessoas com histórico de herpes labial frequente são mais comumente afetadas pela EAR.

As aftas são detectadas somente por exame físico. As lesões costumam durar pelo período de uma a quatro semanas e não existe um tratamento definitivo. O otorrino provavelmente indicará um tratamento à base de corticoesteroides, conforme o quadro apresentado pelo paciente, além de analgésicos.

Para evitar a reincidência de aftas, podem ser indicadas algumas drogas, mas apenas em casos mais severos ou em portadores de HIV. Os otorrinos também notaram que os pacientes que possuem aftas apresentam um pH bucal mais baixo, ou seja, mais ácido, em relação ao pH bucal do restante da população. Para aliviar os sintomas são indicados bochechos com antiácidos e ingestão de iogurtes e lactobacilos.

A Dra Maria Dantas Godoy, otorrino no Itaim,  sugere que “como não há uma prevenção efetiva para aftas, assim como também não há um tratamento definitivo contra elas, busque uma vida saudável, com alimentação balanceada e, sobretudo, mantenha seu equilíbrio emocional. Principalmente nos grandes centros urbanos, estamos sujeitos a uma rotina diária estressante, para aliviar esses sintomas e prevenir males como a EAR, pratique atividade física regularmente, faça caminhadas e coloque em prática alguns hobbies, isso vai aliviar a tensão.”

A candidíase oral (monilíase) caracteriza-se pela incidência de placas esbranquiçadas na mucosa oral ou na língua. Geralmente acomete mais frequentemente crianças e idosos, notadamente aqueles que fazem uso de próteses dentárias.

O exame clínico, realizado por otorrino, já detecta as lesões, porém é indicado um exame mais aprofundado, como a cultura, para determinar o tipo de fungo presente nas placas e o tratamento mais indicado. Segundo a Dra Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório no Itaim, “40 a 60% da população convive com as diferentes espécies de fungos da Candida sp

A candidíase oral pode se apresentar de formas diferentes, podendo em alguns casos ser dolorida e provocar, ou não, sangramento quando as placas são destacadas. Baixa qualidade da higiene bucal, diminuição da salivação e uso de próteses dentárias são fatores que predispõem à candidíase oral, além de quadros específicos como a gravidez, presença de diabetes, neoplasia disseminada, tratamentos à base de corticóides ou antibióticos, radioterapia, quimioterapia e em pacientes com deficiências no sistema imunológico, como é o caso dos portadores de HIV.

O tratamento indicado aponta para o afastamento dos fatores de risco sempre que possível, incrementando a higiene bucal, evitando lesões provocadas por prótese dentárias e normalizando a salivação do paciente, se estes forem os quadros apresentados. Além disso, seu otorrino receitará a administração de medicação por até 1 semana após a eliminação das placas.

Embora não existam dados precisos sobre a doença no Brasil, sabe-se que um quinto da população americana sofre com os sintomas da doença do refluxo faringolaríngeo. A doença pode acometer pessoas de diferentes idades e parece estar relacionada ao estilo de vida, alimentação errada e exposição a estresse.

Nessa doença, o refluxo gastroesofágico atinge o nível superior ao esfíncter do esôfago, acometendo a laringe, a faringe e os brônquios. Além do contato direto com o conteúdo ácido, a mucosa também pode sofrer inflamação pela constante limpeza da garganta, o pigarro, e a tosse reflexa.

Além da sensação de queimação e de incômodo, causados pelo refluxo gastroesofágico, no caso da doença do refluxo faringolaríngeo, o paciente apresenta rouquidão, chiado, pigarro, tosse crônica, dor de garganta, gosto ruim na boca, mau hálito, dificuldade ou dor para engolir, sensação de corpo estranho na parte mediana da faringe, regurgitação, dor no ouvido e pneumonias recorrentes, entre outros sintomas.

Atualmente os médicos otorrinolaringologistas diferenciam o diagnóstico de refluxo gastroesofágico da doença do refluxo faringolaríngeo, pois anteriormente os refluxos eram tratados de forma generalizada, sem observação das particularidades apresentadas, que sugerem diferentes tipos de condutas.

Poucas são as evidências ou sinais clínicos apresentadas no exame físico. Dentre elas, o otorrino pode notar edemas, alterações na prega vocal, nodulações e vermelhidão. “Para confirmação de diagnóstico, o otorrino pode solicitar a pHmetria de 24 horas com duplo canal, considerado o exame mais moderno para diagnóstico de doença do refluxo faringolaríngeo”, destaca a dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi.

Pode ser necessária intervenção cirúrgica, mas normalmente o tratamento é medicamentoso. O médico otorrino também pode orientar ao paciente que procure perder peso, não use roupas muito apertadas, não faça ingestão de líquidos ou sólidos até 3 horas antes de se deitar e que evite álcool, cigarro, pimenta, frituras, gordura, alho, cebola, chocolate, café, cítricos e goma de mascar.

A presbifonia, conhecida como o envelhecimento da voz, é um processo natural que ocorre quando entramos ou estamos a algum tempo na terceira idade.

Decorrentes da evolução de envelhecimento do organismo, o idoso passa por algumas alterações no fechamento glótico, na tensão e na massa de prega vocal, o que afeta diretamente o tom de voz do indivíduo.

Aparentemente, não existe uma definição correta para a voz do idoso. Por isso, entende-se por presbifonia as alterações vocais que estão relacionadas ao envelhecimento.

A presbifonia, é conhecida por sintomas simples e que parecem muito comuns. Como voz fraca, pausada, rouca, trêmula e um pouco soprosa. As características da presbifonia passam a aparecer a partir dos 60 anos.

“Muitas pessoas, acabam confundindo a presbifonia, ao cansaço e respiração lenta do idoso, pois existe uma redução no tempo de fonação, o que faz com o que o idoso fala mais devagar e com mais quantidades de pausas”, esclarece a dra. Maria Godoy, otorrinolaringologista.

Pode-se observar presbifonia de três maneiras:

  • Estroboscopia
  • Qualidade vocal
  • Frequência fundamental aumentada para homens, e reduzida ou inalterada para mulheres, ou seja, voz mais fina para homens, e mais grossa para mulheres.

O tratamento pode trazer bons resultados a pacientes com presbifonia, ou o acompanhamento com fonoterapia, que é uma das maneiras mais utilizadas para reduzir os agravos a voz.

Entretanto, para casos maias graves, existe ainda a cirurgia para aumento da corda vocal.

Rouquidão e lentidão na voz sem motivo aparente é motivo para agendamento de consulta com otorrino, pois pode ser sintoma de doença mais grave.

Corpo estranho na laringe não é dos casos mais comuns, mas pode ocorrer, principalmente em crianças menores de três anos de idade. Geralmente os corpos estranhos atingem a via aérea inferior.

Um pedaço maior de um alimento, osso de frango ou sementes, entre outros do grupo alimentar podem dificultar ou mesmo bloquear a passagem de ar. Além dos corpos estranhos considerados orgânicos, há também os sintéticos, como um botão, uma peça de brinquedo ou uma moeda. São vários os tipos e formas de um corpo estranho e, quando parados na laringe, podem causar grave insuficiência respiratória.

Na maioria dos casos, há uma rápida sensação de sufocamento, seguida por tosse, que ajuda a expelir o corpo estranho. Caso isso não ocorra, pode haver quadro de tosse, dificuldade para respirar e chiado durante a inspiração. A contração da musculatura da laringe, o laringoespasmo, pode provocar cianose, tom azulado da pele por insuficiência respiratória.

Em pacientes adultos, a presença de corpo estranho na laringe costuma apresentar sintomas como dificuldade para engolir e salivação em excesso.

Nos casos de insuficiência respiratória severa, o paciente deve ser internado com urgência, pois há risco de vida e pode ser necessária a traqueotomia. Também nos casos em que a mucosa da laringe foi lesionada, mesmo após a retirada do corpo estranho, pode ser mais conveniente o tratamento hospitalar.

“Tosse persistente e chiado leve podem dificultar o diagnóstico de corpo estranho na laringe e somente o otorrino terá condições de confirmar o caso”, afirma a Dra. Maria Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi. “Algumas vezes é necessária a indicação de alguns exames como endoscopia, raio X ou outros.”

Após a remoção do corpo estranho na laringe, em alguns casos é indicado tratamento medicamentoso com antibióticos ou corticoides. Se o corpo estranho tiver propriedades irritativas, como pilhas, ou contiver substâncias ácidas, pode haver a necessidade de irrigação com soro fisiológico.

O herpes simples é uma doença viral, causada pelo HSV – Herpes Simples Vírus e pode ser do tipo genital ou oral. Extremamente incômoda, a doença do tipo oral caracteriza-se pela presença de vesículas dolorosas na cavidade bucal. As vesículas vão surgindo ao longo de uma semana, agrupadas num mesmo local.

A doença é contagiosa e o vírus é transmitido por meio do contato com fluidos corporais. Pode acometer a mucosa, a gengiva, o palato duro ou os lábios (herpes labial), desaparecendo no período de 10 a 14 dias, na maioria dos pacientes. As pequenas úlceras secam e formam uma pele amarelada e ressecada, indicando o final do processo.

O período de incubação dura de 1 a 26 dias, mas geralmente o herpes simples se manifesta em sete dias, sendo desencadeado por baixa imunidade, estresse físico ou emocional, exposição solar ou trauma local.

Antes mesmo do surgimento das bolhas, o local pode apresentar formigamento, vermelhidão, coceira e pequeno inchaço. A utilização medicamentosa nesse estágio pode diminuir o tamanho das ulcerações, que ainda estão por surgir, podendo também reduzir um dia do ciclo viral.

O diagnóstico é clínico e convém que seja realizado por otorrino para acompanhamento e conduta correta, pois os casos mais severos podem necessitar a administração de antibióticos específicos.

Segundo a Dra. Maria Godoy, “as crianças também podem ser acometidas pelo herpes simples, mas os adultos apresentam mais sintomas do que a população infantil.“ Nos adultos as infecções são recorrentes, chegando a atingir 45% das pessoas infectadas.

Importante ressaltar que, uma vez infectado pelo HSV, o paciente continua com o vírus, na forma latente, alojado em gânglios nervosos e qualquer dos fatores aqui apontados podem fazer emergir os sintomas do herpes simples. São comuns casos recorrentes, geralmente com ulcerações em áreas bem próximas das áreas afetadas anteriormente.

Inflamação aguda da mucosa da laringe caracteriza a laringite aguda. Nos adultos atinge mais a glote e supraglote, causando dificuldade para engolir, rouquidão e perda momentânea da voz. Nas crianças, compromete a fala e a respiração.

O quadro agudo costuma cessar em uma ou duas semanas. Pode vir acompanhado por febre, calafrios e dor muscular.

Qualquer pessoa pode apresentar esse tipo de laringite, principalmente aquelas com histórico alérgico, com refluxo gastroesofágico, fumantes e pessoas que utilizam a voz em excesso. As causas podem ser várias, por isso a importância da avaliação de um otorrino para correto diagnóstico de laringite aguda, bem como o tratamento a ser seguido.

Rouquidão há mais de 15 dias, já representa um sinal de que o incômodo necessita de avaliação otorrinolaringológica. Outros sintomas também estão associados a essa inflamação, como dificuldade ou dor para engolir, dificuldade para respirar e alteração da voz.

“Alguns desses sintomas podem ser indicativos de outras doenças, por isso a importância de uma avaliação profissional para o tratamento correto”, salienta a Dra. Maria Dantas Godoy, otorrino com consultório no Itaim Bibi em São Paulo.

A laringite aguda pode ser indicativa de infecções das vias respiratórias superiores, como resfriados e rinossinusites; pode ter sido desencadeada por fator alergênico e/ou irritativos, como medicamentos ou produtos químicos; pode surgir em decorrência do uso excessivo da voz; por trauma ou por infecção viral ou bacteriana da laringe.  

Somente o  médico otorrino pode determinar a causa da laringite aguda e indicar o tratamento correto, que inclui repouso absoluto da voz (sussurrar pode piorar ainda mais o edema), manter hidratadas as vias aéreas e a laringe e a prescrição de medicamentos, que podem ser antibióticos ou corticóides, conforme o caso. Também deve ser evitado o uso de bebidas alcoólicas ou cigarro.

Diferente da laringite aguda, a laringite crônica apresenta sintomas persistentes por semanas e pode se tornar caso mais grave, com lesão de cordas vocais ou surgimento de tumores.

Um espessamento bilateral, simétrico e esbranquiçado das pregas vocais caracteriza a presença de nódulos vocais.

Sua ocorrência é verificada mais frequentemente em crianças do sexo masculino, em mulheres jovens e em profissionais que fazem uso intenso da voz. Os nódulos em crianças normalmente desaparecem espontaneamente na puberdade.

Comumente os nódulos vocais  estão associados a uso abusivo ou errado da voz, refluxo laringofaríngeo, infecções das vias aéreas superiores e quadros alérgicos.

Sintomas como voz rouca ou áspera e enfraquecimento ou mesmo supressão da voz são comuns nos casos de presença de nódulos vocais. No entanto, somente o diagnóstico de um otorrino, com base em exames clínicos e exames mais específicos (nasofibrolaringoscopia,  videolaringoscopia e estroboscopia) podem avaliar a presença dos nódulos vocais.

O tratamento exige repouso vocal e inclui fonoterapia e prescrição de medicamentos. Em alguns casos pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica.

Já os pólipos vocais são lesões que aparecem nas pregas vocais, habitualmente únicas, podendo ser bilaterais ou múltiplas. Geralmente gelatinosas, podem ser fixas ou sustentadas por uma haste.

Traumas do aparelho fonador, abuso vocal,  tabagismo, refluxo faringolaríngeo, alergias e doenças tireoidianas são fatores que podem estar associados à presença de pólipos vocais.

Voz rouca, em sussurro, alteração ou enfraquecimento da voz podem indicar a presença de pólipos, que somente poderão ser diagnosticados após alguns exames realizados pelo otorrino (nasofibrolaringoscopia,  videolaringoscopia e estroboscopia).

A conduta é cirúrgica e há recomendação de fonoterapia pré e pós-operatória e repouso vocal por etapas (absoluto na primeira semana e relativo na segunda pós-operatória), além de tratamento medicamentoso após a cirurgia. Na maioria dos casos, é necessário proceder à biópsia do material retirado na cirurgia, para que o otorrino afaste qualquer possibilidade de malignidade.

Evitar fazer mau uso da voz ou usá-la em excesso, afastar o tabagismo e o uso excessivo de bebidas alcoólicas, adotar uma dieta saudável, ter um mínimo de horas de sono repousante diariamente e evitar fatores alergênicos quando houver quadro alérgico reincidente, são medidas simples, que podem afastar a possibilidade de ocorrência de nódulos ou pólipos vocais.

doença mão-pé-boca é uma doença contagiosa, causada pelo vírus Coxsackie. Esse vírus normalmente habita o sistema digestivo e pode causar também estomatite. Apesar de poder acometer adultos, é mais comum na infância, até os cinco anos de idade.

Os principais métodos de transmissão são por via oral ou contato com as lesões e fezes infectadas. Além disso, após a recuperação ainda pode haver a transmissão do vírus através das fezes durante cerca de quatro semanas.

O vírus ainda pode ser transmitido através de objetos ou alimentos infectados, principalmente na primeira semana da doença. Logo, é extremamente importante os cuidados com a higiene durante o período da doença mão-pé-boca.

Na maioria dos casos os sintomas começam a se manifestar depois de três a sete dias de infecção. Entre eles estão febres alta nos dias que antecedem o aparecimento de lesões, aparecimento de pequenas bolhas em geral na palma das mãos e na sola dos pés e aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro.

Devido a dor, surgem dificuldades para engolir e excesso de saliva. Recomenda-se muita hidratação e cuidados com a alimentação nesses casos.

diagnóstico é clinico e baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Dependendo do caso, exames de fezes e de sangue podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da doença mão-pé-boca.

A importância do diagnóstico é não confundir essa enfermidade com outras doenças que provocam estomatites aftosas ou erupções na pele.

Ainda não há vacina contra a doença, porém existem algumas medidas que podem ser adotadas para o tratamento. Recomenda-se que estas sejam ditas pelo pediatra ou clinico que acompanha o caso, mas em geral antitérmicos e anti-inflamatórios são utilizados nesses casos.

Além disso, o enfermo deve ficar em repouso, hidratando-se bastante e mantendo uma boa alimentação, apesar das dores na garganta.

O nariz tem como função transportar o ar para o interior do organismo, umidificá-lo e também aquecê-lo, auxiliando para que tudo chegue conforme o esperado nos pulmões – órgão em que há troca de oxigênio por gás carbônico.

Mas, falando exclusivamente dos tecidos e da anatomia do nariz, vale destacar que em seu interior ele é formado por paredes. Existem paredes laterais, que recebem o nome de cornetos; enquanto isso, a parede “central”, é chamada de septo nasal.

Em se tratando de hipertrofia dos cornetos, refere-se a uma condição clínica em que tais estruturas (normais) aumentam de tamanho e formam grandes massas, sendo estas responsáveis por causar obstruções nasais. Popularmente, a hipertrofia de cornetos é chamada de “carne esponjosa”.

Existem prováveis explicações para o surgimento da hipertrofia e, dentre elas, destacamos:

  •        Rinite alérgica: a irritação constante do local pode levar a tal proliferação dos tecidos, caracterizando a condição.
  •        Problemas vasculares: tal região deve ser rica em vasos sanguíneos, para que haja o aquecimento correto do ar. Um problema em tal mecanismo pode causar a hipertrofia.

O diagnóstico é dado pelo médico especialista, que é o otorrinolaringologista. Quando necessário, são pedidos exames complementares.

O tratamento, em alguns casos, pode ser feito com medicamentos, na tentativa de reduzir a “massa” de tecido e, assim, melhorar a obstrução nasal.

Mas, muitas vezes é preciso recorrer ao procedimento cirúrgico, chamado de turbinectomia, onde há a redução cirúrgica destas áreas aumentadas.

Procedimentos Cirúrgicos

As amígdalas são massas de tecido linfoide especializadas em auxiliar a defesa imunológica. Portanto, estão localizadas em uma região “estratégica”, para impedir que microrganismos passem para o sistema respiratório.

Estudos demonstram que estas estruturas só funcionam dos 4 aos 10 anos de idade, perdendo, posteriormente, sua função. Com o crescimento do indivíduo elas também tendem a ocupar um menor espaço na cavidade oral.

Mas, devido à forma das amígdalas e a presença de diversas “criptas” em sua estrutura, paradoxalmente, elas podem se tornar um ambiente frequente de colonização de microorganismos, sendo responsáveis por infecções de repetição.

O aumento delas também pode causar obstruções, que inclusive podem se manifestar como roncos, apneia do sono e outras complicações respiratórias, especialmente em crianças.

Sendo assim, em algumas ocasiões, faz-se a indicação cirúrgica de amigdalectomia, um procedimento para retirar o par de amígdalas localizado no fundo da boca.

Dentre as condições que necessitam da cirurgia, destacamos:

  • Infecções recorrentes, sendo mais de 7 episódios ao ano;
  • Presença de abscessos;
  • Amigdalite crônica (isto é, persistente);
  • Alterações no sono;
  • Roncos noturnos e/ou respiração bucal;
  • Dificuldades na fala;
  • Dificuldade em deglutir alimentos;

Essas e outras situações devem ser avaliadas pelo otorrinolaringologista de sua confiança.

O nariz é “dividido” ao meio por uma camada formada por osso e cartilagem, chamada de septo nasal. Juntamente com outras estruturas (como as conchas nasais), tem como função direcionar o ar adequadamente para as vias aéreas.

Até os 7 anos, o septo costuma estar localizado exatamente na porção medial. Mas, após essa idade, a tendência é que ocorra um leve desvio, especialmente após a puberdade e o estirão ósseo.

Levando em conta que alguns indivíduos possuem uma anatomia bem peculiar, pode-se ter um desvio que obstrua a passagem de ar pelas fossas nasais, que requer correção cirúrgica, a qual é possibilitada pela septoplastia.

O paciente tende a buscar um especialista, que é o otorrinolaringologista, com uma destas queixas:

  •        Obstrução nasal recorrente, que não melhora com o uso de medicações locais (que são os chamados corticoides nasais), ou mesmo obstrução permanente
  •        Episódios recorrentes de sinusite.
  •        Distúrbios do sono como consequência da obstrução.
  •        Sangramentos nasais de repetição.

Ainda no consultório, o médico realizará um exame físico e a nasofibrolaringoscopia (passagem de uma câmera pelo nariz), com o intuito de graduar o desvio. Além disso, podem ser solicitados exames extras, como a tomografia computadorizada.

Baseado nos achados em exames, e juntamente com as queixas do paciente, decide-se sobre a necessidade ou não de recorrer à septoplastia.

A técnica cirúrgica é feita conforme o tipo de desvio do paciente, bem como a gravidade do caso. Mas em geral, utilizam-se meios de corrigir os desvios, devolvendo a anatomia normal do nariz e permitindo fluxo de ar adequado.

A cirurgia é realizada por dentro do nariz, então não são realizados cortes externos nem há a persistência de cicatrizes estéticas. A recuperação varia entre 5-7 dias, e deve ser mantido repouso no pós-operatório e cuidados para evitar sangramentos. Todas as orientações devem ser dadas pelo médico antes e depois do procedimento cirúrgico.

O tímpano é uma fina membrana localizada na orelha humana, que tem como objetivo separar o ouvido externo do ouvido médio.

Além disso, tem importante papel na audição, pois atua transferindo as ondas sonoras para os ossículos da audição (martelo, bigorna e estribo), que estão localizados na parte média do órgão.

A timpanoplastia é uma cirurgia realizada através do conduto auditivo externo, em determinadas situações, as quais exigem um “remodelamento” da membrana. Pode ser realizada sob anestesia geral ou local, e devem ser respeitadas as orientações e cuidados pós-operatórios para o sucesso da cirurgia.

Dentre as suas principais indicações, estão:

  1.   Perfuração da membrana timpânica: seja por trauma ou outra causa em que seja necessário reconstruir a membrana, este procedimento pode ser indicado.
  2.   Lesões na orelha média: quando houver lesão ou danos a um ou mais dos 3 ossos do ouvido, a timpanoplastia pode ser a via de acesso para a orelha média.
  3.   Presença de infecções: otites recorrentes (isto é, com vários episódios) podem requerer uma cirurgia no tímpano, tanto para repará-lo, como também acessar a orelha média, que fica isolada pela fina membrana.

Para maiores informações, busque um otorrinolaringologista para avaliação clínica completa, diagnóstico e conhecimento das melhores formas de tratamento!

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A adenoidectomia é um procedimento cirúrgico onde há remoção da adenoide, que é uma massa formada por tecido linfoide – o qual possui função imune, agindo no combate de microorganismos.

Ela está localizada na parte posterior do nariz e quase em contato com a faringe, ficando muito próxima das amígdalas, as quais têm a mesma formação de tecido linfoide e também desempenham papel no sistema imune.

É normal que as adenoides cresçam na criança, atingindo seu tamanho máximo por volta dos 5 aos 7 anos de idade. Depois disso, tendem a regredir.

Dentre as principais indicações para o procedimento, estão:

  •        Obstrução nasal, causada por hipertrofia (isto é, aumento de tamanho) da adenoide.
  •        Respiração bucal crônica, que pode impactar na dentição.
  •        Dificuldades em deglutir.
  •        Impacto no desenvolvimento da fala, sem outras causas aparentes.
  •        Presença de infecções de ouvido (otites) recorrentes.
  •        Infecções recorrentes da própria adenoide.

Mesmo com a retirada da adenoide, ainda podem existir episódios de infecção, seja por vírus ou bactérias, e que deverão receber tratamento.

A decisão sobre a realização ou não da cirurgia deve sempre ser feita em comum acordo entre médico e paciente ou pais (quando for criança).

Trata-se de um procedimento relativamente simples e muito frequente, e que a recuperação ocorre dentro de 5 dias em média, período em que pode-se ter como desconforto uma leve dor de garganta, irritação ou presença de secreção nasal.

Os seios nasais estão distribuídos pela face e tem um tecido muito próprio que elimina secreções, o mesmo que recobre as cavidades nasais. Possui cílios para que tais fluidos sejam drenados.

Alguns indivíduos possuem infecções nestes seios, chamando a condição de rinossinusite. Ela é incômoda e cursa com cefaleias, dores na face, febre, secreção e congestão nasal, dentre outros.

Ao buscar um otorrinolaringologista, que é o médico especialista no assunto, realiza-se uma análise do caso, e inclusive, investigam-se outras infecções anteriores.

Alguns pacientes já tiveram múltiplos episódios desta infecção, e necessitam da abertura cirúrgica da drenagem dos seios da face – que é a sinusectomia.

Trata-se de técnicas cirúrgicas complexas, que devem ser realizadas por um otorrinolaringologistal treinado e capacitado para tal.  Geralmente são feitas através das fossas nasais sob anestesia geral e em ambiente hospitalar, com todos os cuidados necessários e atenção médica especializada.

A escolha do método varia conforme cada caso e também com a anatomia e sintomatologia de cada indivíduo.

Alguns exames costumam ser solicitados antes do procedimento, a exemplo da tomografia computadorizada, além de avaliação clínica e cardiológica. Eles servem para que o médico saiba exatamente qual a melhor forma de acesso ao local a ser operado.

Dentre as indicações para o procedimento, destaca-se:

  •        Presença de infecções recorrentes, tanto de origem bacteriana quanto fúngica;
  •        Presença de pólipos nasais únicos ou múltiplos (polipose nasal);
  •        Neoplasias (tumores);

Entre outras indicações. Para maiores esclarecimentos, agende uma consulta com seu otorrinolaringologista de confiança.

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