Riscos que a perda do olfato traz

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Riscos que a perda do olfato traz

Perda de olfato: O olfato é um dos cinco sentidos do corpo humano.  Ele é o responsável pela nossa capacidade de sentir os cheiros e odores no ambiente. Por meio dele conseguimos identificar o perfume das flores, o cheiro de chuva e de café fresquinho. O olfato está intimamente ligado as nossas memórias, pois é ele que guarda o cheirinho do bolo da avó, do perfume do bebê ou daquela flor preferida, que nos permite acessar lembranças arquivadas. Por isso, perder o olfato interfere e muito na qualidade de vida do indivíduo.

Existem dois tipos de perda do olfato. Hiposmia que é a perda parcial do olfato, que pode ocorrer nos casos de gripes, resfriados e crises alérgicas. Anosmia é a perda total do olfato, que pode ser decorrente de casos pós-traumáticos de longa duração. A hiposmia e a anosmia podem ser transitórias ou permanentes. Para determinar o motivo da perda do olfato, cada caso deve ser investigado segundo sua particularidade, já que existem diversas causas para o problema.

Existe um problema relacionado ao olfato chamado parosmia, que diz respeito a como o cheiro é percebido. Pessoas que sofrem deste distúrbio tem o sentido do olfato distorcido. Um indivíduo portador do problema vai perceber o cheiro de pipoca como outro tipo de sensação olfativa, como o cheiro de borracha queimada, por exemplo.

O diagnóstico da perda de olfato é feita através da anamnese (história clínica do paciente), exame físico e exames complementares. De acordo com a necessidade do paciente os exames complementares mudam, explica Dra. Maria Dantas  Godoy, otorrinolaringologista que atende em São Paulo, no bairro do Itaim, com doutorado pela USP na área de olfato.

Os principais sintomas apresentados por pessoas que sofrem de perda de olfato são: não sentir o próprio cheiro, não sentir cheiro de fumaça e gás, perda associada do paladar. A perda do olfato pode causar problemas, uma vez que ele é um sentido importante em situações de perigo. Um dos exemplos é em casos de incêndio, onde o olfato que sinaliza a presença de fumaça. Já que os problemas no olfato interferem no paladar a pessoa não sente o gosto dos alimentos, isso impede que ela identifique comida estragada.

Entre as causas mais comuns de perda de olfato podemos destacar pós-infecção de vias aéreas superiores, pós-traumatismo cranioencefálico, rinossinusite crônica e envelhecimento, além de estar presente em algumas doenças neurodegenerativas, como doença de Alzheimer e doença de Parkinson .

Existem diversos tratamentos para o problema. Entretanto, somente um otorrinolaringologista pode saber qual o melhor para cada caso. Por isso procure ajuda de um especialista.

 

 

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